Mais amor por favor – Quatro orientações para praticar a comunicação não violenta

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Em tempos em que os debates são cada vez mais acalorados e o estresse virou moda, ser um ponto de bom senso é um grande diferencial profissional. Assim, buscar por formas de comunicação não violenta deve ser uma preocupação de todos.

A habilidade de se comunicar é uma qualidade indispensável para se alcançar melhor qualidade de vida e melhorar o desempenho em todos os aspectos, profissionais ou pessoais. Contudo, ainda mais importante é nossa capacidade de adaptação, especialmente pelo fato de estarmos em contato com pessoas cada vez mais diferentes em uma época em que a individualidade e a pluralidade são latentes.

Para conseguir extrair o melhor das pessoas e de nós mesmos, é preciso que estejamos atentos à forma com que nos comunicamos. Pensando nisso, é preciso desenvolver a comunicação não violenta, que é uma forma do indivíduo se expressar livre de emoções prejudiciais que podem interferir na maneira como ele se expressa.

É importante eliminar os impulsos emotivos normalmente levam as pessoas a criarem uma predisposição para atribuírem às palavras e às interações sentidos e consequências que não são necessariamente os pretendidos. Mesmo estando de mal humor, é preciso saber receber uma crítica construtiva feita de forma coerente e aprender.

Não se deve permitir que o estado de espírito influencie na comunicação, no tom de nossa voz, na expressão corporal e nas palavras escolhidas. É importante sempre fazer com que os interlocutores tenham uma impressão agradável.

Para ter sucesso na comunicação é sempre necessário considerar as situações separadamente. Cada conversa é única, assim como os interlocutores que participam daquele momento. Não se pode permitir que sentimentos referentes àquela situação se façam presentes em outro contexto, ainda que de forma velada, e viciem os diálogos com termos negativos ou mal colocados.

Pensando nisso elaborei quatro orientações que podem auxiliar na comunicação não violenta:

  • Auto-observação – é preciso que conheçamos nós mesmos, olhar para dentro e enxergar os próprios fantasmas para a compreensão do outro e para a habilidade de se conectar com o que outra pessoa diz. Também com isso identificamos os fatores que influenciam nosso estado de espírito e como eles se apresentam em nossa comunicação. Quando nos conhecemos é mais fácil prevenir a transmissão de emoções negativas em conversas com pessoas que nada tem a ver com situações pessoais.
  • Conhecer sentimentos e crenças – ao conhecer e aprender a expressar nossos sentimentos, conseguimos também reconhecê-los nos outros. Todos temos pontos em comum em determinados momentos de nossas vidas. Assim é preciso identificar os sentimentos e crenças, uma expressão comum para alguns pode significar, por exemplo, uma ofensa religiosa para outros, uma blasfêmia. Estando aberto a aprender, torna-se mais fácil evitar uma comunicação agressiva.
  • Empatia – é fundamental que saibamos nos se colocar no lugar do outro, compreendendo o seu ponto de vista. Isso é fundamental para uma boa comunicação. Ser capaz de se despir dos próprios preconceitos e do ego e observar o outro é difícil, mas traz excelentes resultados.
  • Valorizar as diferenças – o verdadeiro respeito e apreciação pelo diferente é fundamental, entender a pluralidade é uma condição para crescimento no mundo moderno e grande potencializador da inovação e criatividade. Ambientes com pessoas com pontos de vista diversos são fundamentais para o crescimento dos negócios. A diferença deve, então, ser vista como algo a ser admirado.

Os benefícios da comunicação não violenta são muitos, sendo que essas pessoas não são tão afetadas pelas emoções negativas e sofrem menores consequências, conseguindo não absorver elementos emocionais de outras pessoas e compreendendo, assim, melhor a mensagem recebida.

Outro ponto é a capacidade de expressar melhor, já que os seus interlocutores não recebem estímulos que prejudicam a mensagem. Buscar se comunicar sempre e cada vez melhor ajuda o indivíduo a crescer e se desenvolver de forma saudável. Afinal, fazemos parte de uma espécie que só se sente completa quando se relaciona.

Reinaldo Passadori, fundador e CEO do Instituto Passadori – Educação Corporativa (www.passadori.com.br), já treinou mais de 80 mil profissionais. Também é autor dos livros: “Comunicação Essencial – Estratégias eficazes para encantar seus ouvintes”, “As Sete Dimensões da Comunicação Verbal”, “Media Training – Como construir uma comunicação eficaz com a Imprensa e a Sociedade” – Editora Gente e “Quem não Comunica não Lidera” – Editora Atlas.

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