“Saúde abalada”: Secretaria de Saúde de Campina Grande volta a se complicar

Vereadores da Câmara Municipal de Campina Grande (CMCG) ameaçam convocar outra Audiência Pública, caso a Secretaria de Saúde do Município descumpra o prazo de 10 dias dado pelo Ministério Público, através do Promotor da Saúde Herbert Targino, para que a Prefeitura Municipal apresente cópias dos contratos e pagamentos efetuados no primeiro trimestres deste ano
aos hospitais públicos, filantrópicos e privados da cidade, além de explicações quanto às denúncias de atrasos nos repasses de subvenções.

A solicitação do Ministério Público partiu de denúncias feitas por diretores de hospitais de Campina Grande, a exemplo da FAP. De acordo com a denúncia do hospital, o setor de finanças da Secretaria de Saúde tem emitido a fatura dos serviços prestados depois de ‘acertado’ o valor com o setor de finanças da secretaria. Outra denúncia feita ao MP diz respeito aos atrasos no pagamento junto aos hospitais e entidades filantrópicas da cidade.

Para o vereador e presidente da Comissão de Saúde da CMCG, Laelson Patrício (PT do B), a decisão do Ministério Público em acatar as graves denúncias é de suma importância para o funcionamento dos repasses e destino do dinheiro público. “Esta atitude só contribui para o andamento das coisas no âmbito municipal. Mas caso a prefeitura não repasse o pedido dentro do prazo, nós vamos reunir a Comissão de Saúde e convocaremos a Secretária de Saúde e os responsáveis pela pasta, para que dê uma satisfação e nossa comissão e ao Ministério Público”, disse Laelson.

Com os atrasos no pagamento do Sistema Único de Saúde (SUS), que segundo informações repassadas pela FAP passa de R$ 1 milhão, os anestesistas do hospital estão há quase duas semanas em greve. Segundo o vereador Tovar Correia Lima (PSDB), estes atrasos representam uma perda importante para os profissionais, mais principalmente para a população.

“Seguramente o promotor deve esta recebendo algumas reclamações, alguns pedidos das próprias instituições, quanto ao atraso dos repasses. Na verdade se colocarmos na balança, hoje é mais fácil acreditar nas instituições filantrópicas, que fazem um trabalho seríssimo em Campina Grande, do que na própria Prefeitura Municipal que já vem com um histórico de atrasos de meses”, disse Tovar, que acrescentou que caso a solicitação do MP não cumpra o prazo, os vereadores de oposição estarão cobrando, através de audiências públicas e solicitação de informações junto a Prefeitura Municipal.

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