Aposentados recebem segunda parcela do 13º – o que fazer?

a1Os segurados da Previdência Social começaram a receber no último dia 25 de novembro a segunda parcela do décimo terceiro salário. O pagamento está sendo feito na folha de novembro, creditada entre hoje e o dia 6 de dezembro. No total, 26.634.645 de beneficiários terão direito à gratificação natalina.

Mas o que fazer com esse dinheiro? Segundo o educador financeiro, Reinaldo Domingos, autor do livro Terapia Financeira (Editora DSOP), existem várias possibilidades de fazer com que esse dinheiro ajuste a vida financeira dos pensionistas e isso depende da situação que a pessoa se encontra: endividado, sem dívidas e investidor.

“Fazer um diagnóstico financeiro, detalhando todos os gastos e ganhos por um mês é fundamental neste momento, pois, só assim saberá sua real situação financeira. É fundamental não se esquecer dos compromissos como parcelamentos nesta hora”, explica Reinaldo Domingos.

Feito isso, se o pensionista se ver endividado, o primeiro passo é saber exatamente o que se deve e para quem, a prioridade para resoluções dever ser as dividas que possuem juros maiores, normalmente cheque especial e cartão de crédito. Entretanto, nem sempre se deve quitar essas contas de imediato. Antes mesmo de receber a segunda parcela do 13º salário, a pessoa endividada deve tentar negociar com o gerente do banco ou com a gerenciadora de seu cartão um alongamento dessa dívida com taxas mais baixas, no máximo 2,5% ao mês e dividir o valor que recebeu, com parte direcionada ao abatimento dessas dívidas e o restante para aplicação, o que permitirá uma maior estabilidade financeira.

A segunda opção de utilização do 13º é destinada aos consumidores equilibrados financeiramente, os que não devem, mas que também não poupam. Uma boa opção é a de iniciar uma reserva. O trabalhador deve destinar ao menos uma parcela do 13º salário para este fim. O mais importante para este público, contudo, é criar o hábito de poupar.

O terceiro perfil é aquele que já pode ser qualificado como investidor, mesmo que pequeno. A opção mais indicada para utilizar o 13º, claro, é continuar investindo. Cinquenta por cento do valor deve ser aplicado onde à pessoa já tem investimento. Este público, já pode planejar um salto: a autoprevidência. Pessoas já educadas financeiramente, com o hábito de poupar, não têm necessidade de ter uma poupança ou aplicação em algum fundo. Podem elas mesmas pensar em seus investimentos como uma reserva previdenciária.

Mas como deixar de ser um devedor e passar a ser um investidor? Veja algumas orientações do educador financeiro Reinaldo Domingos, mostrando como resolver o problema e como não ficar novamente nesta situação:

  1. Antes de sair negociando é preciso ter pleno domínio do seu dinheiro, fazer um diagnóstico financeiro, registrando o que se ganha, o que se gasta, conhecer seu verdadeiro eu financeiro;
  2. Faça um apontamento de despesas diárias por tipo de despesas pelos próximos 30 dias é o caminho para que fique tudo mais claro,somente assim poderá cortar gastos e reduzir excessos;
  3. Muitas vezes é importante dizer “devo, não nego,pago, como e quando puder” nunca se deve procurar um credor (pessoa para quem você deve) antes de ter domínio completo de seu dinheiro;
  4. É preciso ter muita calma quando se está inadimplente, estar endividado nem sempre é um problema, o problema é quando não se consegue pagar este compromisso;
  5. A portabilidade é uma das ferramentas para reduzir o endividamento, procure por linhas de créditos mais baixa, mas é importante frisar que isso não resolve a causa do problema;
  6. No planejamento para pagar as dívidas priorize as que têm os juros mais altos,geralmente as de cartão de crédito e cheque especial;
  7. Na hora de negociar, se for parcelar as dívidas, tenha certeza que as mesmas cabem em seu orçamento;
  8. Saiba que para pagas às dívidas atrasadas terá que repensar seu padrão de vida, pois,se já se endividou com o que ganha,isso reduzirá nos próximos meses com as parcelas;
  9. Não existe uma porcentagem exata de quanto terá que direcionar para pagar as dívidas, isso dependerá do diagnóstico financeiro feito previamente;
  10. Estabeleça uma estratégia para sair do endividamento, conhecendo detalhadamente os credores, valores, taxas de juros;
  11. Dois fatores levam ao endividamento são eles: o crédito fácil, conjugado com a competente propaganda, por isso cuidado para não comprar o que não sonhava, como dinheiro que você não tem, para impressionar, muitas vezes, até mesmo quem você não conhece;
  12. As facilidades de créditos, como limite de cheque especial, cartão de crédito,crediários tem sido verdadeiros vilões nesta ciranda do endividamento e inadimplência;
  13. Não“emprestar” seu nome para que parentes e amigos façam dívidas. Se eles não podem usar o próprio nome é porque provavelmente já estão com problemas de endividamento;
  14. Procure guardar dinheiro para comprar a vista e com algum desconto, o sonho da independência financeira passa por respeito ao dinheiro, entender que dinheiro é meio e não fim;
  15. Quem compra a prazo, paga juros, quem paga juros paga mais caro e tem dividas, quem tem dívidas realiza menos sonhos.

Fonte – Livro: Livre-se das Dívidas de Reinaldo Domingos (Editora DSOP)

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