Artista plástico e professor fala sobre a importância das grandes exposições de arte no Brasil

a2015 tem sido excelente para os brasileiros amantes da arte, já que o país recebeu exposições de Yayoy Kusama com suas bolinhas “obsessivas”, as esculturas realistas de Ron Mueck e o surrealismo de Salvador Dalí. Em 2015, a cena cultural segue o mesmo ritmo, com mostras de arte imperdíveis no Brasil, principalmente, em São Paulo: Joan Miró e a vida artística da pintora mexicana Frida Kahlo.
Entretanto, na hora de prestigiar as mostras, algumas dúvidas podem surgir para os leigos: como extrair e apreciar tanto valor cultural? Será que a vida do artista deve ser previamente pesquisada antes da visita? Mesmo quem não entende de arte conseguirá apreciar as obras?
O artista plástico e professor universitário Marcelo Maria de Castro, que leciona na Escola Panamericana de Arte e Design, afirma que a arte não precisa ser estudada para ser apreciada. “É um grande engano crer que somente os cultos sabem admirar as artes plásticas. As pessoas precisam ver as obras de acordo com os seus respectivos repertórios culturais. Devem perder a timidez e aproveitar a experiência de se aproximar de obras muitas vezes raras e que nunca estiveram no Brasil”, aconselha.
Inéditas, muitas das mostras que ficarão expostas no Brasil dificilmente retornarão ao país em um curto período de tempo, o que as torna imperdíveis para os amantes da arte e para aqueles que apreciam o belo. “Qualquer tipo de manifestação cultural é importante”.
Para aqueles que acreditam que a ida a uma exposição de arte renomada exige algum tipo de preparo, o artista plástico é categórico em afirmar que isso não é necessário. “Se houver interesse depois da exposição, o público pode pesquisar a vida do artista; caso contrário, isso não é necessário. As mostras não têm o intuito de diversão ou entretenimento: a ideia é que cada um vivencie uma experiência por meio do encontro com o artista”, explana.
O professor e artista plástico aconselha a quem deseja fazer da visita ao museu um momento memorável que esteja aberto a novas experiências, pois cada uma delas é transformadora. “Não devemos visitar os museus pensando em gostar ou não das obras, mas, sim, senti-las, fazer uma autorreflexão sobre elas e aproveitar o contato com o artista através da sua manifestação artística”, aponta.
Marcelo Maria de Castro espera que estas exposições ajudem a democratizar a arte. E aconselha o público a deixar de lado o hábito e até preconceito de julgar as obras com adjetivos como ‘belos’ ou ‘feios’. “Isso ainda acontece porque as pessoas, em geral, não visitam os museus, mas sim, se prendem ao universo da TV ou da Internet. Por isso, fica a dica: compareçam às exposições, desfrutem destes momentos e apreciem as obras do seu jeito, sem preocupação. Aposto que, desta forma, o Brasil também ganhará muitos amantes a boa arte, que enche os olhos e o coração de quem as vê”.
A obra de Marcelo Maria de Castro
Marcelo Maria de Castro é um artista plástico com formação heterodoxa. Nos últimos cinco anos, o desenvolvimento do seu pensamento pictórico incluiu a utilização de técnicas mistas sobre tela, madeira, painéis e murais. É conhecido pela mescla de materiais como encáustica, acrílica, crayon e colagem – que geram um conjunto de obras caracterizadas pela harmônica efusão de cores fortes e contrastantes que retratam, em sua maioria, a figura humana na vida urbana. Em seu atelier, localizado no Panambi, em São Paulo, (cidade que adotou há 20 anos, depois de viver seus dez primeiros anos no Rio de Janeiro), produz obras em vários suportes para pintura.
Castro tem experiência como artista e professor para públicos diversificados – incluindo desenho arquitetônico e ensino de artes visuais. Integra o quadro de professores na Escola Panamericana de Arte e Design e ministra aulas particulares.
Dedicado integralmente às artes plásticas, seu portfolio já foi apresentado em exposições individuais e coletivas. Procura atualizar constantemente seu repertório em viagens artísticas por galerias, museus e ateliers de artistas no Brasil, Europa e América do Norte. As obras de Cézanne, André Derain, Richard Diebenkorn atuam como fonte de inspiração e referências importantes. Faz questão de dialogar e interagir com artistas renomados tais como Paulo Pasta, DaleNally, Fernando Leitão, Enrique Lipszyc, Claudio Tozzi, IngrisSpeltri, DimitrovBlaigov, Giovanni Bagnoli, Claudio Cretti, Judith Lauand e Luiz Paulo Baravelli – com quem trabalha desde 2011.
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