Com a chegada do verão, aumentam as oportunidades de lazer ao ar livre, mas a estação também traz fatores que podem desencadear ou agravar crises de enxaqueca. O calor excessivo, mudanças na rotina, maior exposição ao sol e desidratação estão entre as principais causas sazonais da condição neurológica que afeta cerca de 32 milhões de brasileiros, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS)¹.
A enxaqueca não é apenas uma dor de cabeça, trata-se de um distúrbio neurológico crônico, que pode afetar pessoas de todas as idades e causar dor intensa, náuseas, sensibilidade à luz e ao som, além de impactar diretamente produtividade, bem-estar e relações sociais. Reconhecer os gatilhos e agir de forma preventiva é essencial, especialmente no verão, quando o organismo está mais vulnerável às mudanças bruscas de temperatura e aos efeitos da desidratação. Uma pessoa pode ter desde poucos episódios no mês até crises quase diárias, dependendo da gravidade, causas e do acesso a tratamento adequado.
Gatilhos comuns no verão
Durante a estação mais quente do ano, alguns fatores se tornam especialmente relevantes para quem convive com a enxaqueca. Os pacientes precisam conhecê-los para evitar as dores intensas. Alguns deles são:
- Desidratação: perda excessiva de líquidos, comum em dias muito quentes.
- Exposição intensa ao sol e calor extremo: a luminosidade pode ser um gatilho direto e temperaturas elevadas podem potencializar crises, pois favorecem a desidratação, a vasodilatação e a queda da pressão arterial, mecanismos que alteram o equilíbrio corporal e aumentam a chance de dor.
- Alterações de sono e alimentação: férias e mudanças na rotina aumentam a irregularidade do período de descanso e também o consumo de alimentos fora do horário habitual.
- Atividades físicas ao ar livre: esforço sob altas temperaturas aumenta risco de sintomas, já que elevam a temperatura corporal e a pressão sobre o sistema cardiovascular.
Para reduzir a frequência e a intensidade das crises durante o verão, a recomendação é hidratação constante, mesmo sem sensação de sede, uso de óculos escuros, bonés e proteção solar para evitar exposição direta, além de manutenção da rotina de sono e horários regulares de alimentação, principalmente2. O acompanhamento de um especialista é fundamental para avaliar causas, identificar gatilhos individuais e definir o melhor plano de manejo. Existem opções de tratamento que vão de mudanças no estilo de vida à medicação preventiva, permitindo mais controle da doença. Em todos os casos, um médico deve ser sempre consultado.
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