Cícero lamenta restrições ao fornecimento de remédios para leucemia

O senador Cícero Lucena fez nesta segunda-feira (12) um apelo ao Governo Federal para o fornecimento de remédios a pacientes com leucemia mieloide crônica. Segundo o senador, o Ministério da Saúde decidiu limitar o número de pacientes com direito a drogas mais caras para tratar a doença.

-Eu faço um apelo ao governo federal para que reveja essa decisão com urgência, sob o risco de vidas serem perdidas – argumentou o senador, para quem o direito da população à saúde está sendo lesado.

Segundo Cícero Lucena, uma portaria do ministério limitou a 15% taxa de doentes com direito a receber drogas mais caras, ou de segunda linha, necessárias quando o paciente não responde às drogas comuns. Para ele, se basear em um número é ignorar as pessoas que estão por trás deles.

-A quantidade de hospitais que fazem esse tratamento não é tão grande que não se possa fazer uma fiscalização acompanhando essa necessidade. É bem melhor do que simplesmente tratar as pessoas como se fossem apenas um índice na estatística da doença no nosso país – protestou o senador baseado em reportagem do Jornal Folha de São Paulo.

A restrição, segundo ele, é apenas um exemplo do “caos na saúde pública” que vive o Brasil. O senador citou problemas enfrentados na Paraíba, como a utilização de furadeira comum em procedimentos médicos, além da falta de equipamentos adequados e de medicamentos para tratar os pacientes.

-Outro problema é a superlotação. O Hospital, que por ora está sendo administrado por uma ONG, que ninguém sabe de onde veio, contratada pelo governo do Estado, passou a reter as macas de ambulâncias que chegam com pacientes do interior, porque nem tem leito disponível, nem maca, porque os corredores já estão cheios com todas as macas dos hospitais, discursou.

O senador finalizou registrando a retirara das camas do ambiente do repouso médico e a demissão dos profissionais instrumentistas nas salas cirúrgicas, com apenas o objetivo de reduzir e pagar salários menores, substituindo por profissionais sem a devida qualificação para o serviço.

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