Deputado lamenta manutenção do veto a projeto que barrava contratação de ficha suja no Governo

O deputado estadual Eduardo Carneiro (PRTB) lamentou, nesta quarta-feira (14), o posicionamento da maioria dos parlamentares da base do governador João Azevêdo (PSB), que votou pela manutenção do veto ao projeto 53/2019, de autoria do próprio Eduardo, que barrava a contratação de fichas sujas no Governo do Estado. Com o veto mantido, a administração estadual fica livre para contratar pessoas condenadas por crimes de corrupção, em segunda instância com ação transitada em julgado. Catorze deputados votaram pela manutenção do veto, contra 12 que optaram pela derrubada.

“Nós só temos a lamentar, primeiro a postura do governador que veta um projeto que visa proibir a contratação de pessoas condenadas em segunda instância e que visa a não contratação de ficha suja em seu governo. Depois a postura de deputados que mudam de posição em menos de duas semanas, já que o projeto foi aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa. Sendo assim, a população precisa ficar atenta. Há algo errado”, destacou Eduardo.

O deputado sugeriu ainda que o governador João Azevêdo realize uma enquete com a população perguntando se são a favor ou contra a contratação de ficha suja na administração estadual. “Só assim o governador saberá o que pensa os paraibanos sobre a contratação de fichas sujas e, se assim preferir, encaminhar projeto do Executivo para a Assembleia para que essa lei seja efetivada”, afirmou.

Apoio do Focco – A proposta do deputado Eduardo Carneiro ganhou o reconhecimento do Fórum de Combate a Corrupção na Paraíba (Focco-PB), que defendeu a derrubada do veto na Assembleia Legislativa. “Nós conseguimos ir mais além, recebemos publicamente essa manifestação do Focco para que fosse estabelecido a moralidade no serviço público”, frisou.

“Apesar de ficar triste, não vou parar por aqui. Vamos continuar fazendo a nossa defesa, escutando os clamores das ruas e trazer para esse debate aqui na Assembleia. Esse momento é muito esclarecedor. Não foi um veto que foi mantido, foi uma possibilidade de avanço no combate à corrupção que foi derrotada”, afirmou Eduardo.

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