Infertilidade atinge 30% das mulheres com endometriose

A endometriose é uma doença que atinge cerca 15% das mulheres em idade fértil e, desse total, causa infertilidade em 30%, segundo a Associação Brasileira de Endometriose. A doença atinge 6,5 milhões de mulheres no país, provocando dores, infertilidade, aborto e pode ser gerada pela maternidade tardia. A endometriose é causada quando o endométrio, que reveste a parede interna do útero, se desenvolve em outras regiões do corpo.

Mestre em diagnóstico de pelve feminina, a médica Claudia Cristina Camisao explica que a endometriose, assim como o câncer de colo uterino, atinge mulheres mais jovens em suas idades produtivas e reprodutivas. “A endometriose causa grande transtorno para a paciente, ocasionando, inclusive, taxas altas de falta ao trabalho e estudo. Muitas vezes a mulher jovem fica incapacitada para suas atividades laborativas e domesticas diárias”, destaca.

O exame de ressonância é fundamental para avaliar que órgãos ou tecidos estão acometidos pela endometriose e assim planejar melhor o plano de ação. “O tratamento sempre é multidisciplinar associando medicamento a psicoterapia, exercícios físicos, controle de stress e até, em alguns casos, a cirurgia”. Para os casos cirúrgicos a ressonância assume um papel ainda mais importante, tendo em vista que “a programação cirúrgica será toda baseada no exame que definirá que áreas serão abordadas na cirurgia”, explica.

A médica ainda acrescenta que a endometriose está não só associada ao mal-estar e a incapacidade física da mulher, mas também a infertilidade, por isso o tratamento e diagnóstico corretos e o mais precoce possível são fundamentais para uma boa qualidade de vida de quem tem a doença.

Tumor do endométrio – A especialista Claudia Camisao, que é sócia da Dimpi Gestão em Saúde, responsável por exames de imagem, esclarece que o tumor de endométrio, diferentemente da endometriose, é uma doença que afeta mais mulheres mais velhas. “Em comum essas doenças precisam ter diagnósticos precisos e precoces para que as pacientes possam ter chance de cura, bem como consequências menores e mais brandas em seu dia a dia”, chama a atenção.

Seja qual for a doença, Claudia Camisao, afirma que a ressonância nuclear magnética é, na atualidade, uma importante ferramenta que contribui para o diagnóstico de doenças pélvicas femininas e auxilia na identificação do melhor tratamento a ser seguido em cada uma das patologias.

Em casos de câncer de colo de útero – doença que só em 2018 registou 570 mil novos casos –, a médica afirma que estudos mostram que a Ressonância Magnética é fundamental na avaliação do grau da doença contribuindo para uma definição assertiva quanto ao grau de invasão e acometimento da doença e, consequentemente, definindo melhor o tipo de tratamento. Claudia também destaca que hoje a melhor prevenção é a vacinação contra o HPV – Papiloma Vírus Humano – e o exame de papanicolau anual para impedir que a doença se instale.

O câncer de endométrio é uma doença que afeta mulheres acima de 60 anos, normalmente pós menopausa, e que está associada a diabetes, hipertensão, nuliparidade e reposição hormonal. Neste caso, a ressonância magnética se torna fundamental por promover uma avaliação do grau de invasão do tumor, o que gera uma mudança na abordagem de tratamento que pode ser cirúrgico ou não.

Claudia afirma que a ressonância ainda é um exame caro e de difícil acesso, mas a população paraibana hoje já dispõe do exame pelo Sistema Único de Saúde (SUS) funcionando no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, na região metropolitana de João Pessoa.

Gestão em Saúde assessoria.imprensa.77@gmail.com

 
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