Profissionais de Engenharia, Seguros e Finanças tem os maiores aumentos salariais em 2013

foto google
foto google

O baixo crescimento do PIB brasileiro no primeiro semestre parece não ter afetado alguns setores da economia no que diz respeito à remuneração de seus executivos. É o que mostra o Estudo de remuneração da Michael Page que avaliou os rendimentos fixos e varáveis dos executivos do país. Apesar de todas as dificuldades e incertezas que a economia brasileira atravessou, alguns setores mantiveram suas operações aquecidas e as remunerações em alta. A pesquisa apontou que nas áreas de Engenharia, Seguros e Finanças, alguns cargos tiveram aumentos bastante significativos. 

Os cargos que puxaram a fila foram: Controller (Finanças), Gerente Comercial (Seguros) e Gerente de SSMA e Gerente de Manutenção (Engenharia e Manufatura). Os maiores aumentos salariais foram de 14% para os cargos de Controller e Gerente Comercial enquanto que as profissões ligadas à engenharia tiveram 11% de aumento. Outras posições, como Gerente de Desenvolvimento Organizacional (RH), Advogado Contencioso (Jurídico), Ger. de Planejamento de Demanda (Suplly Chain) e Diretor Tributário (Finanças), mostraram queda salarial em relação ao estudo de 2012.

Segundo Paulo Pontes, presidente da Michael Page no Brasil, estes cargos tiveram aumentos expressivos devido aos gargalos dos setores, o que obrigou as empresas da área a investir e reter seus principais executivos. No entanto, por outro lado, o fraco desempenho da economia, fez com que as organizações realizassem substituições nas áreas técnicas, em que um profissional sênior foi substituído por outro mais júnior. Este fato fez com que as remunerações diminuíssem.

O Estudo de Remuneração da Michael Page foi realizado com 75 mil profissionais nos 10 escritórios da Michael Page pelo Brasil. No total, foram analisados 527 cargos nas 15 divisões de atuação da empresa. São elas: Finanças, Tributos, Bancos, Seguros, Jurídico, TI, Vendas, Marketing, Varejo, Saúde, Engenharia e Manufatura, Suplly Chain, Propriedade e Construção, Óleo e Gás e RH.

Em relação ao estudo em geral, percebe-se um equilíbrio entre as áreas que obtiveram aumento, as que se mantiveram estáveis e as que entraram em retração. Confira abaixo:

Cenário de cada setor:

Finanças 

O mercado de finanças é bastante sólido, mas como todo mercado, pode sofrer variações relacionadas a alterações da economia. Os baixos resultados do PIB, especialmente no primeiro trimestre do ano, a alta da inflação e os juros em mutação influenciam a chegada e a saída de investimentos no país, o que traz consequências ao dia a dia dos profissionais da área.

“O mercado tem aumentado às exigências de perfil nesse setor, para todos os níveis das organizações. Habilidades técnicas, conhecimento em contabilidade internacional, domínio de softwares específicos, fluência em de idiomas e facilidade de trânsito entre diferentes áreas são pré-requisitos básicos exigidos atualmente ao profissional” afirma, Paulo Pontes, presidente da Michael Page no Brasil.

Tax – Tributos

Segundo levantamento interno realizado pela Michael Page, nos últimos anos mais de 25% dos profissionais contratados pelas empresas para trabalhar em finanças foram destinados para a área tributária, que cada vez mais deixa de ser meramente uma atividade de back-office, para se tornar uma das atividades mais estratégicas de uma operação no Brasil.

Para Paulo Pontes, o Brasil ainda enfrenta um conflito de gerações, em que temos poucos profissionais capacitados com fluência em idioma estrangeiro (principalmente inglês) e experiência em gestão de pessoas. “Os perfis não são mais os mesmos, empresas com maior complexidade de operação passam a procurar não apenas um Gerente Tributário para administrar o dia a dia, mas também um novo Gerente para Planejamento Tributário, focado em trazer economia em impostos supostamente devidos e consequentemente retorno financeiro para a organização”, explica.

Bancos e Serviços Financeiros 

Devido à crise mundial de 2008 que assombrou grandes potências econômicas, alguns setores da economia tiraram o pé do acelerador, afetando diretamente as remunerações dos seus executivos. O Mercado Financeiro foi um dos setores mais atingidos pela crise, e algumas economias como EUA e Europa estagnaram o pacote de remuneração dos profissionais do setor.

No Brasil, a situação é um pouco diferente. Segundo pesquisa global realizada pela Michael Page em janeiro de 2013, 71% dos profissionais do mercado financeiro receberam aumento de salário em 2012. Porém, os baixos resultados do PIB no primeiro trimestre, a redução do spread bancário dos bancos públicos e a variação cambial têm trazido um comportamento cada vez mais conservador às instituições financeiras que atuam no País.

“Temos notado que ao longo deste ano as empresas estão contratando com mais cautela, tendo uma preocupação maior com a qualidade dos executivos e a eficiência das operações. A tendência é que o pacote de remuneração fixa se mantenha estável, sem grandes ganhos nos próximos períodos quando falamos em remuneração variável”, afirma Pontes.

Seguros – Insurance 

A consolidação de multinacionais de seguros e resseguros no país desde a abertura de mercado, aliada à entrada de novos players e à expansão regional dentro do Brasil, tornou o setor de seguros bastante atrativo ao longo do último ano, principalmente para profissionais com viés comercial ou com conhecimentos técnicos específicos no segmento, em função de suas peculiaridades operacionais e regulatórias.

A instabilidade do mercado financeiro ao longo do último ano contribuiu também para a oxigenação do mercado de seguros, que está atraindo cada vez mais profissionais de outras áreas, dadas as oportunidades de carreira e salariais que este mercado tem oferecido. “Os grandes investimentos em infraestrutura na economia brasileira e a expansão de operações de grandes empresas também contribuíram para o aumento de arrecadação no mercado segurador brasileiro, valorizando assim profissionais com conhecimentos em grandes riscos e garantia”, diz.

Jurídico – Legal 

Atualmente, o advogado tem entendido cada vez mais a necessidade de conciliar riscos com ganhos. Essa é uma diretriz que tem feito com que este profissional alcance posições mais estratégicas, assumindo cadeiras maiores no cenário corporativo.

“O departamento jurídico de uma empresa, inclusive escritórios que a atendem, tem ganhado papel essencial no sucesso da companhia e deixado de lado o estigma burocrático, lento e dispendioso. Com isso, o mercado atual tem buscado profissionais que entendem esta nova tendência. É certo que serão os novos CLOs” , explica Paulo Pontes.

Na área jurídica, tivemos queda. A remuneração do Advogado Sênior Contencioso Tributário caiu de R$ 14.000 para R$ 13.000, caindo a 7%.

Tecnologia da Informação – TI

Apesar das constantes atribulações do mercado na Europa e nos Estados Unidos, a área de tecnologia continua em alta nas empresas, e os profissionais continuam escassos. Áreas estratégicas e de inteligência ganham cada vez mais espaço, e com as obras da Copa do Mundo em fase de finalização, o impacto nas áreas de telecomunicações e infraestrutura deve influenciar as contratações nos próximos meses, e contribuir para leves alterações positivas nas faixas de remuneração.

“Esse investimento faz aumentar o número de projetos de tecnologia das empresas que atuam por aqui, e aumenta ainda mais a procura por profissionais qualificados na área. Desenvolvimento, Infraestrutura e Sistemas são áreas de destaque nas contratações, que exigem profissionais capazes de se atualizar, se antecipar e se adaptar a novas estratégias com muita velocidade”, afirma, Pontes.

Vendas – Sales

Especialização. Essa é a principal exigência em relação aos profissionais de vendas que têm sido contratados pelas empresas que atuam hoje no Brasil. Mesmo que alguns setores estejam passando por momentos desafiadores, os bons profissionais de vendas são cada vez mais requisitados. Seja com o objetivo de ampliar sua força de vendas ou qualificar a equipe, ter um time comercial de alta performance é fundamental para suprir as necessidades de clientes cada vez mais exigentes, expandir os negócios e garantir a rentabilidade máxima em cada negociação.

“Profissionais de vendas técnicas, com atitude consultiva, idiomas e fortes habilidades de negociação estão em alta. Profissionais de vendas das áreas de Serviços e Tecnologia balizam o crescimento salarial do estudo, e se tornam cada vez mais estratégicos dentro destas estruturas”, Guilherme Petreche

Na área de vendas, teve aumento no cargo de Diretor Comercial (Integradores / OEMs), que passou a ganhar R$ 35.000, obtendo um aumento de 3%.

Marketing

Revolução digital, big data e shift de investimento em novas mídias visando maior abrangência, diversificação e principalmente maior controle e retorno sobre os investimentos de marketing. Essas são as características que melhor definem o novo profissional de marketing que atua no Brasil hoje, mais focado no negócio e sendo muito mais cobrado por resultados de curto e médio prazo.

“O setor de serviços foi o que apresentou maiores incrementos de posições no ano e os segmentos B2B os que tiveram maiores impactos salariais na categoria, principalmente no Rio de Janeiro e na região de Minas Gerais e Centro-oeste”, afirma Guilherme Petreche. Além deles profissionais de marketing online, CRM, planejamento estratégico e comunicação integrada – incluindo advertising, comunicação corporativa e conteúdo – foram muito procurados e continuam sendo a aposta para o próximo período.

Varejo – Retail

O ano começou difícil para o varejo por dois motivos: aumento do custo da operação (salários, flutuação cambial e real estate) e redução do consumo da população.

Impulsionada pelo crescimento de renda em 2011 e 2012, a população em geral está mais endividada e o consumo no início de 2013 desacelerou. Sendo assim, o Varejo foi pressionado por ganho de escala internamente para conseguir gerar mais lucro operacional e passou a investir mais no final do 1º semestre de 2013 principalmente nas áreas de finanças, supply chain e loss prevention.

Nas áreas comerciais, marketing e vendas, o foco maior tem se dado na profissionalização no nível gerencial impulsionado pelo crescimento de redes locais/regionais em expansão para grandes centros de consumo como RJ, Grande SP e Interior de SP.  O início do ano também gerou trocas de Diretoria nas multinacionais – o que impactou a renovação do quadro gerencial no 2º e 3º trimestre. Em lojas, aposta no crescimento dos shopping centers e na ampliação de oferta de trabalho por maior mix de varejistas.

Saúde 

O Mercado de saúde ainda cresce de forma consistente em número de players e em tamanho de mercado. As empresas do segmento clínico experimentam um forte processo de profissionalização além da consolidação de alguns setores que implicam em uma grande mudança no direcionamento comercial de empresas alocadas no interior do país.

“A busca por processos de acreditação, melhoria contínua, melhor relacionamento com as fontes pagadoras e definição estratégica na atratividade de recursos são pontos centrais neste mercado”, diz, Paulo. Já o mercado de indústrias para a saúde como o farmacêutico e de medical devices, enfrentam um forte assédio de empresas internacionais olhando aquisições ou start ups no Brasil. “Com a redução de pipeline, os investimentos em mercados maduros têm reforçado a busca por profissionais mais orientados à redução de custos e ajuste de processos com o intuito de elevar a rentabilidade. Este lucro atrai cada vez mais players para a biotecnologia, um mercado muito carente de especialistas e que adaptará perfis de partes consolidadas da indústria farma”, finaliza.

Engenharia e Manufatura 

Mesmo com a perspectiva de crescimento um pouco menor para este ano, a demanda por engenheiros continua alta. O Estudo de Remuneração Michael Page 2013/2014 aponta que foram os profissionais deste setor que tiveram os maiores incrementos de remuneração entre todas as divisões contempladas na análise.

“A Indústria não repete os números dos últimos anos, mas alguns segmentos continuam se expandindo de maneira representativa. Os setores de bens de consumo, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, infraestrutura e energia ainda enfrentam um cenário de crescimento e estruturação das operações. Além da alta capacitação técnica, esta realidade traz a necessidade de profissionais com disponibilidade para assumir desafios em todo o território nacional”, declara, Pontes.

Suplly Chain 

Os gargalos gerados pelos problemas na infraestrutura do Brasil têm sido pauta de diversas discussões relacionadas ao desenvolvimento do país. Por outro lado, estas carências geram muitas oportunidades no setor. Por esta razão e pela importância da área de SupplyChain para o resultado das empresas , a área de logística deverá se manter como um importante foco de investimentos pelos próximos anos.

Segundo Paulo Pontes, para atuar nesta área, as empresas esperam profissionais que não apenas atuem na determinação de estratégias que contornem eventuais problemas gerados pelas deficiências na infraestrutura, mas que também atuem no ganho de eficiência em suas operações industriais e logísticas, bem como ganhos nas negociações das compras estratégicas. “Todo este processo exige que os profissionais sejam cada vez mais especialistas em suas áreas, mas que ao mesmo tempo consigam trazer um viés estratégico às diferentes áreas de atuação – mostrando resultados de ponta a ponta”, conclui.

Quanto às remunerações, o cargo de Gerente de Logística se manteve estável mantendo os R$ 20.000, enquanto o Gerente de Planejamento de Projetos teve queda de 10%, passando a ganhar R$ 18.000.

Propriedade e Construção – P&C 

Ainda que as mais otimistas expectativas para o setor de construção em 2013 não tenham sido plenamente alcançadas, o segmento continua muito movimentado no que se refere à demanda por profissionais. As promessas de investimento pelo governo brasileiro e o ano eleitoral de 2014 tendem a aumentar ainda mais o volume de obras e, consequentemente, a procura por profissionais especializados na

área. Assim, a tendência é que os profissionais experientes deste setor, que atualmente já são escassos para diversas especialidades, tornem-se ainda mais valorizados. Desta maneira, a mobilização das equipes para os empreendimentos, tanto em termos quantitativos quanto em termos qualitativos, deverá se tornar ainda mais crítica para as empresas e exigirá uma antecipação das ações e uma coordenação mais profissional do processo de recrutamento e seleção. Além disso, provavelmente ainda se manterá um viés de aumento do pacote de remuneração dos profissionais deste setor, trazendo impactos para a rentabilidade dos projetos.

Óleo e Gás – OIL&GAS 

A indústria de Óleo e Gás apresenta uma perspectiva otimista para os próximos anos. Há previsão de investimento de bilhões de dólares para os próximos anos, o que levará o Brasil a outro patamar como produtor de petróleo e difusor de tecnologia de ponta. Em maio de 2013 a 11º licitação de blocos exploratórios foi aprovada e até o final de 2013 haverá a primeira rodada dos campos do pré-sal. De acordo com Paulo Pontes, diante deste cenário, a Michael Page Oil & Gas tem investido forte no Brasil e segmentado sua atuação em dois escritórios localizados no Rio de Janeiro e em Macaé, com um time técnico à frente das suas operações.

“O foco deste segmento é no mercado global. Cada vez mais as grandes empresas petrolíferas de todo o mundo têm investido na troca global de conhecimento, muitas vezes imprimindo na remuneração os custos de deslocamento do profissional e benefícios não aplicados a outras áreas, como auxílio viagem, auxílio moradia e cursos de idiomas”, observa. 

RH

Segundo o Barômetro Global de RH Michael Page 2013, pesquisa realizada com 4,3 mil diretores de RH de grandes companhias espalhadas em 32 países ao redor do mundo, 93% dos líderes de RH brasileiros visualizam contratações para suas estruturas nos próximos 12 meses. O impacto que isso traz aos departamentos de Recursos Humanos atinge todos os subsistemas da área, não somente em relação ao recrutamento, mas também em como estes profissionais serão recebidos, desenvolvidos e engajados na organização.

“Novas ferramentas e ações de RH como EVP (Employment Value Proposition), HC ROI (retorno sobre investimento em Capital Humano) e a busca constante do equilíbrio entre trabalho e vida pessoal (a tão buscada qualidade de vida dos funcionários) têm influenciado o perfil de profissionais de Recursos Humanos, que não somente são orientados para um subsistema ou são caracterizados como generalistas, mas cada vez mais precisam combinar sua técnica e sua atuação para oferecer um equilíbrio entre as demandas das pessoas e dos negócios. Um equilíbrio difícil de mensurar, mas cada vez mais requerido em um mercado disputado e competitivo”

O cargo que se destacou no setor foi o de Diretor de Incorporação, que passou a ganhar R$ 40.000, obtendo um aumento de 11%.

Neste setor, as profissões não obtiverem crescimento salarial. O cargo de Gerente de RH Generalista se manteve estável com a remuneração de R$ 20.000, enquanto que a carreira de Gerente de Desenvolvimento Organizacional teve queda de 13% e passou a ganhar R$ 35.000 este ano.

Sobre a Michael Page

A Michael Page é um dos maiores players mundiais em recrutamento especializado. Fundada na Inglaterra em 1976, é especializada em recrutar candidatos em middle e top management, em todo o mundo, sendo a consultoria de recrutamento líder e pioneira na América Latina. Atualmente possui mais de 5.400 colaboradores em 34

Mais informações

Conteúdo Comunicação

Fábio Pimentel (fabio.pimentel@conteudonet.com)  – (11) 9 6779-7442

Juliano Del Manto (juliano.delmanto@conteudonet.com) (11) 9 81336514

www.conteudocomunicacao.com.br

www.twitter.com/agenciaconteudo

www.michaelpage.com.br

www.twitter.com/michaelpagebr

Juliano Del Manto

Conteúdo Comunicação

Tel. 55 11 5056-9817/98133-6514

www.conteudocomunicacao.com.br

www.twitter.com/agenciaconteudo

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo