Vacinas são indispensáveis antes da gravidez ou em tratamento de fertilidade

a1Imunização protege a mulher contra doenças potencialmente graves, conferindo resistência a infecções intra-uterinas e imunização passiva ao recém-nascido.

Toda mãe deseja que seu bebê se desenvolva e nasça imune a qualquer problema, afinal, o instinto materno faz com que as mulheres queiram proteger seus filhos, suprir todas as suas necessidades, ou seja, fazer tudo o que for possível para mantê-los a salvo. Mas, antes mesmo de engravidar, é essencial que a mulher tome alguns cuidados, a fim de evitar complicações futuras para si e, consequentemente, para a saúde do bebê.

Segundo a ginecologista especialista em Reprodução Humana da Criogênesis, Dra. Paula Bortolai, a vacinação em mulheres em idade fértil ou em tratamento de fertilidade é fundamental para a prevenção de doenças, além de proteger os futuros bebês de má formações ou, até mesmo, resguardá-las de um aborto espontâneo. “O ideal é vacinar a mulher antes da gravidez, pois são poucas as vacinas recomendadas durante a gestação. Entretanto, se houver necessidade, existem vacinas que podem ser administradas por não conterem vírus vivos”, alerta.

A médica ainda ressalta que, antes de submeter as mulheres a tratamentos para aumentar a fertilidade, é indispensável avaliar seu histórico clínico e de vacinação, já que, a imunização a protege contra doenças potencialmente graves, conferindo resistência a infecções intra-uterinas e imunização passiva ao recém-nascido. “A transferência de anticorpos maternos para o feto ocorre no decorrer de toda a gestação, principalmente, durante as últimas quatro ou seis semanas, e pelo leite materno no período da amamentação. Por isso, é extremamente importante que a mulher também esteja atenta a esses cuidados e mantenha em dia o calendário de vacinação”, explica.

Durante a gravidez, a vacinação só deve ser indicada em situações de risco, quando os benefícios são superiores às ameaças, ou seja, em viagens para locais com altas taxas de contaminação, no caso de profissões de risco e de doenças crônicas. “Além disso, caso a mulher não esteja imunizada e já tiver dado à luz o primeiro bebê, recomenda-se que, logo após o nascimento, ainda no período chamado puerpério, ela receba as vacinas indicadas, uma vez que estará frequentando centros de vacinação com o seu filho e, provavelmente, não deverá engravidar nos próximos meses”, complementa a ginecologista. 

VACINAS INDICADAS ANTES DA GESTAÇÃO OU EM SITUAÇÕES DE RISCOS

  • ·         Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola) – Em mulheres que desejam engravidar e não receberam o esquema completo de vacinação para essas doenças ou que se mostram não imunes a elas, deve ser aplicada antes da gestação. A gestação deve ser evitada no primeiro mês após a aplicação da vacina. Em situações de exposição, pode-se utilizar imunoglobulina (imunização passiva).
  • ·         Varicela (Catapora) – Se o contágio for aos três primeiros meses de gestação, pode causar má formação do feto, abrangendo membros, órgãos e o cérebro, e até mesmo a morte fetal. Caso a gestante contraia a varicela alguns dias antes do parto, o bebê tem grandes riscos de nascer com varicela neonatal. Em situações de exposição, pode-se utilizar imunoglobulina (imunização passiva).
  • Hepatite A – A atual prevalência para hepatite A no Brasil sugere que essa vacina seja considerada na proteção da paciente que deseja engravidar. Deve ser solicitado os testes sorológicos para verificar se a mulher é ou não imune à hepatite A. As pacientes suscetíveis devem ser vacinadas antes da gestação. Pode ser aplicada durante a gestação somente se houver risco elevado de exposição ao vírus.
  • Hepatite B – A mulher portadora de hepatite B pode transmitir o vírus ao bebê durante o parto. Até 90% dos filhos das mães com hepatite B correm o risco de se tornarem portadores crônicos e ter sequelas como cirrose e câncer hepático. É recomendada a vacinação nas pacientes que desejam engravidar. Deve ser usada na gestação somente em situações de risco.
  • HPV – Recomenda-se o uso em mulheres de idade entre 9 e 26 anos, de preferência aquelas que ainda não tiveram relações sexuais. Não deve ser usada na gestação.
  • Raiva – Aplicada em gestantes em situações de risco especial. Em regime de pré-exposição (profissionais que trabalham com animais) ou pós-exposição (mordidos por animais com risco de adquirir raiva).

·         Pneumococo – Indicada para mulheres que têm chance aumentada de contrair essa infecção. São pacientes que sofrem de diabetes, doenças crônicas, cardíacas e pulmonares e doenças que provocam imunodepressão. Devem receber essa vacina antes de ficarem grávidas ou na gestação em situações de risco.

VACINAS ADMINISTRADAS NA GESTAÇÃO 

  • Influenza (Gripe) – O risco de a gestante evoluir para uma pneumonia em conseqüência de uma gripe é cinco vezes maior. As mulheres que não receberam a vacina antes da concepção poderão se vacinar a partir do segundo trimestre da gravidez. É recomendada também em períodos de surto sazonal.
  • Difteria e Tétano – Toda mulher que pretende ficar grávida ou mesmo, no parto, deve administrar essa vacina. As gestantes não só podem, como devem ser vacinadas, pois, além de estarem desprotegidas, não passam anticorpos para o filho, o que acarreta risco de tétano neonatal após o nascimento da criança.

·         Meningococo – Recomenda-se a vacinação de mulheres adolescentes e adultas. No Brasil, esta vacina tem sido recomendada em diversas regiões e é indicada, principalmente, a grupos de risco (com falta de baço, imunodeficientes, etc.) ou durante surtos e epidemias. Pode ser aplicada em gestantes nas condições indicadas.

Sobre a Criogênesis

A Criogênesis nasceu em São Paulo e possui mais de 10 anos de experiência no mercado brasileiro. A clínica é referência em serviços de coleta e criopreservação de células-tronco e em medicina reprodutiva. Sua missão é estimular o desenvolvimento da biotecnologia através de pesquisas, assegurando uma reserva celular para tratamento genético futuro. www.criogenesis.com.br 

Suênia Cardoso
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