Rochas ornamentais ganham representatividade em revestimento no País e no exterior

aElas já representam entre 5% e 6% do consumo total em revestimento no Brasil, concorrendo em vantagem com cerâmica, porcelanato, madeira, entre outros materiais. Estados Unidos e China ficam com a maior parte das exportações, 70% delas produzidas no Espírito Santo.

Dos 75,7 milhões de m2 de chapas de 2 centímetros de espessura de rochas ornamentais produzidas no Brasil ano passado, pouco mais de 50 milhões de m2 ficaram no mercado interno. Desse montante, 80% foi empregado no revestimento de pisos, paredes e fachadas, e o restante para usos em colunas, pilares e mobiliário urbano.

O terço restante da produção foi destinado às exportações, predominantemente para os Estados Unidos (62%) e China (15%). Segundo o geólogo Cid Chiodi Filho, consultor da Abirochas – Associação Brasileira da Indústria de Rochas Ornamentais, “evoluímos de 66 milhões de m2 de chapas produzidas em 2010 para 75,7 milhões de m2. O setor vem crescendo desde 2006, quando empresas do setor mostraram grande capacidade de responder às demandas do mercado”.

Chiodi Filho observa que o Brasil é ponto fora da curva no cenário econômico do País, respondendo com US$ 1,3 bilhão em exportações graças às máquinas e equipamentos comprados nos mercados interno e externo. Trata-se do maior parque de beneficiamento de serragem e chapas, com 280 teares multifios, capazes de produzir de 4 a 5 vezes mais quando comparados ao processo a lâmina.

“Nos tornamos o principal centro mundial de larva e beneficiamento qualitativo de rochas duras, exóticas. Temos a melhor tecnologia de larva de maciços rochosos”, compara o geólogo. Em sua opinião, o País vive a segunda onda exportadora de chapas e a terceira de produtos acabados. Para os Estados Unidos vão 100% das chapas, enquanto para a China, por razões de barreiras tarifárias, são exportados blocos. “Há muita frente para crescer no mercado chinês.”

Astros na arquitetura

Face à crescente utilização de rochas ornamentais por arquitetos brasileiros e americanos, ano passado foi realizado no País o primeiro curso de “Design com Rochas Ornamentais” reconhecido pela American Institute of Architects (AIA). Destinado a designers de interiores, arquitetos e paisagistas, entre outros profissionais, o evento mostrou novas tecnologias, tratamento de superfície e acabamento, além de visitas a pedreira e indústria de beneficiamento.

No mercado interno os especificadores têm dado preferência por rochas mais lisas, homogêneas, claras, facilmente combináveis com a decoração. O mercado para o mármore, por conta disso, está aquecido. Já o mercado norte-americano, para onde são exportadas mais de 1 mil variedades de rochas, a preferência é por material mais colorido, desenhado, “porque acaba sendo um ambiente customizado”, diz Chiodi Filho.

Arquitetos, decoradores e designer extraem das rochas ornamentais valor estético e atestam sua durabilidade. Com uma extensa variedade de tipos, cores, desenhos, as pedras continuam à frente como opção em matéria de construção e projeto de interiores  –  de uma escada à fachada de um edifício, onde as opções são os granitos, em primeiro lugar, e as pedras calcárias como mármores.

O arquiteto mineiro Carlos Alexandre Dumont, que visita habitualmente a mostra Vitória Stone Fair, garante que nada valoriza mais o ambiente do que a pedra natural. “Quem está habituado a trabalhar com pedras dificilmente migra para outros materiais.” Para ele, são inúmeras as possibilidades de composição com rochas ornamentais.

Mármores e granitos compõem os dois principais grupos de rochas ornamentais, cada um com uma composição mineral particular e diferentes graus de resistência à abrasão e agentes químicos. Formados por minerais carbonáticos, os mármores têm menor resistência à abrasão, e por isso menos indicados a pisos de grande fluência. Já os granitos, por serem compostos por minerais silicáticos, têm maior resistência à abrasão e aos ataques químicos. São altamente empregados em obras de rodoviárias, aeroportos e shoppings, por exemplo.

Vitória Stone Fair / Marmomacc Latin América 2016

Um dos quatro eventos mais importantes do mundo para o setor, a Vitória Stone Fair / Marmomacc Latin América 2016 – Feira Internacional do Mármore e Granito, que acontecerá de 16 a 19 de fevereiro de 2016, em Vitória, no Espírito Santo, abre o calendário internacional de eventos do setor. Segundo Cecília Milaneze, diretora da Milanez & Milaneze, promotora do evento, a feira é considerada o termômetro para as compras estrangeiras, cujos importadores vêm em busca dos lançamentos e novidades de cada ano.

Para a próxima edição do evento, em 2016, além das ações já realizadas nos países predominantemente importadores, está sendo feito um trabalho junto a empresas da América Latina e Central. O objetivo é ampliar significativamente as comitivas de compradores e exportadores do exterior. O evento atrai mais de 24 mil compradores, entre internacionais e nacionais, como importadores e exportadores de pedras, construtoras, arquitetos, designers, empresas dedicadas à extração, beneficiamento e comercialização de rochas ornamentais; fornecedores de abrasivos, insumos e máquinas.

VITORIA STONE FAIR | MARMOMACC LATIN AMERICA 2016
41ª Feira Internacional do Mármore e Granito. 

Data:   de 16 a 19 de fevereiro de 2016.
Horário:  13h às 20h (acesso até as 19h).
Local:   Carapina Centro de Eventos – Vitória, Espírito Santo.

Empresa realizadora:  MILANEZ & MILANEZE S/A
Telefone: 55 (27) 3434-0600 / (27) 3434-0604
E-mail: info@vitoriastonefair.com.br
www.milanezmilaneze.com.br / www.vitoriastonefair.com.br

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Julho/2015.

 
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