Técnicas de reprodução humana: é possível escolher o sexo do bebê?

aA sexagem é um método que permite essa escolha, mas somente em casos de doenças genéticas ligadas ao gênero da criança

“Será que é menino ou menina? Não sabemos. Queremos descobrir somente na hora do parto”. Atualmente, essa postura é cada vez mais rara entre os casais. Afinal, mamães e papais querem, o quanto antes, escolher o nome da criança, comprar o enxoval e decorar o quartinho, tudo já de acordo com o sexo do bebê. 

Embora proibido por lei, decidir se virá ao mundo um menininho ou uma menininha, vem levando muitos casais a buscar informações nos laboratórios de técnicas de reprodução humana assistida. Mas será que, realmente, é possível realizar este desejo por meio destes procedimentos? Quais são as técnicas que permitem a escolha do sexo da criança? Elas são eficazes e legalmente permitidas?

A sexagem é uma delas, porém, pode ser utilizada apenas em casos especiais, na tentativa de evitar uma doença específica. No laboratório, por meio da técnica de fertilização in vitro, procede-se a biópsia dos embriões formados e, no terceiro dia de desenvolvimento realiza-se a sexagem, sendo transferidos somente os embriões do sexo desejado. “No Brasil, a Resolução nº 1.957/2010 do Conselho Federal de Medicina (CFM) é contra a sexagem dos embriões, sendo permitida somente em casos de ‘doenças genéticas ligadas ao sexo’, como por exemplo, a hemofilia”, esclarece a ginecologista especialista em reprodução humana da Criogênesis, Dra. Paula Bortolai.

Segundo a Dra. Paula, outro método que possibilita a escolha do sexo do bebê, mas que também não pode ser utilizado sem fins terapêuticos, é a inseminação artificial. “A inseminação aumenta as chances de definição do sexo da criança, pois os gametas do homem são previamente coletados e depois implantados na mulher, o que permite fazer uma seleção de espermatozóides com características masculinas ou femininas, conforme o que se deseja”, diz. Isso é possível, pois é o gameta masculino, o espermatozóide, que traz em si a ambiguidade e a possibilidade de termos uma criança de um gênero ou do outro. “O fenômeno acontece, pois os espermatozóides apresentam diferenças entre si, ou seja, aquele que gera um bebê do sexo masculino é mais leve e se movimenta mais rapidamente. Já o outro, que gera um bebê do sexo feminino é maior, mais pesado e mais lento. Ainda cabe lembrar que, se considerássemos apenas o gameta feminino, o óvulo, todos os bebês nasceriam mulheres”, ressalta.

A médica, porém é enfática. “Apesar do crescente avanço na área de reprodução assistida é importante alertar que as técnicas existem para ajudar casais com problemas de infertilidade ou questões relacionadas à saúde do casal ou da própria criança. Portanto, que tal voltar a curtir a surpresa de descobrir o sexo do bebê naturalmente, seja durante o ultrassom ou no momento do parto, sempre ao lado de quem se ama?”, sugere.

Sobre a Criogênesis

A Criogênesis nasceu em São Paulo e possui mais de 10 anos de experiência no mercado brasileiro. A clínica é referência em serviços de coleta e criopreservação de células-tronco e em medicina reprodutiva. Sua missão é estimular o desenvolvimento da biotecnologia através de pesquisas, assegurando uma reserva celular para tratamento genético futuro. www.criogenesis.com.br

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